segunda-feira, 17 de maio de 2010

Menos do mesmo, mais do menos.

Eu juro que vai ser só nessa postagem que eu vou escrever um texto grande assim.


Fugir do óbvio, derrubar clichês e criar seu próprio senso sob as coisas é tarefa pra maluco. Sim, porque tem que ser muito maluco ou muito corajoso pra impor sua própria verdade ou forma de pensar sobre as coisas que se vê por aí, dando nos ombros pro que a maioria vai pensar.
Não defendo um isolamento e uma total falta de comprometimento com o coletivo, mas se importar menos com a opinião alheia e desconfiar das verdade absolutas é fundamental. E isso não é sinônimo de sair por aí usando a calça jeans como boné, andar imitando caranguejo e calçar pantufas em forma da Bulbassauro ao invés de tenis. Simplesmente combinar vontade e visão própria com o respeito e desconfiança do senso comum já é suficiente pra criar uma identidade própria e fugir da alienação que cultue somente o óbvio.
Desconfie do consagrado. Desconfie do Jornal Nacional, desconfie da Miss Brasil, desconfie do Woodie Allen, desconfie do Paulo Coelho, desconfie do U2, desconfie do Chico Buarque. Desconfie do Barcelona, desconfie do Roger Federer, desconfie do Michael Moore, desconfie do ganhador do Oscar, desconfie do Kobie Bryant, desconfie da Seleção, e assim vai.
Não é que eles estejam errados ou não sejam excelentes no que se propõem a fazer.Isso não é sinal de que temos que negar o que é visto como bom e assim torcer pro Getafe, assistir jornal na CNT, ler livros que não vendem, achar bonita a Hebe Camargo ou votar no Restart no Vmb. Mas se alguém fizer essas escolhas exóticas(embora quase impossíveis), também não será absurdo algum.
Não é que o consagrado esteja errado ou tenha menos credibilidade, mas no fundo ele é só uma interpretação mais comum de alguma coisa. Nem por isso ela pode ser a certa ou a errada, porque isso é a gente quem constrói. O que é bom e ruim depende dos nossos interesses. Falar mal de clichês é clichê. Fugir deles seria não só falar, mas cultuar, ainda que um pouquinho, alguma coisa que destoe do comum. Vamos ser diferentes, mas um de cada vez se não o diferente vira igual.
Escrevi bem mais do que eu pretendia, mas é mais ou menos com essa idéia que, pelo menos eu, começo com esse blog aqui. Beijundas. Do mesmo a gente já ta cheio, vamos fazer mais sobre aquilo que menos gente tem vontade de fazer.